Revisión historica reciente. Filme Tropa de Elite
Em épocas passadas, compunha a guarda pessoal de grandes figuras do Estado, como, por exemplo, os mosqueteiros dos reis da França, ou a guarda pretoriana do imperador romano, ou ainda as cortes urbanas da Roma republicana. Atualmente, compõe unidades militares dos exércitos dos Estados, com função de manter o território nacional a salvo, guardando e fiscalizando áreas estratégicas, além de intervir em casos de emergência. Além disso, formam a inteligência e a contra-espionagem.
A maiorias das forças de elite da europa são especializadas em contraterrorismo, e ultimamente vem ganhando respeito em grandes operações, como o avião sequestrado com 220 passageiros do vôo 8969 da Air France, caso solucionado pelo GIGN com a morte de todos os terroristas, o sequestro de um avião da KLM em Dusselfdorf solucionado pelo GSG9 sem dar um único tiro e vários outros.
As forças de elite no geral são extremamente difíceis de ingressar, e quando ingressa, o praça deve passar por um treinamento longo, geralmente de tiro, resistência física, lógica e estratégia, combates urbanos e em selva, montanhismo, luta, etc.
Nos países
- África do Sul: Recces, STF (Special Task Force)
- Alemanha: Brigada Ramcke, Brandenburgers, GSG9 (Grenshutzgruppe 9), KSK (Kommando Spezialkraefte)
- Argentina: Buzo Tático
- Austrália: SASR (Special Air Service Regiment), SOG (Victoria Police - Special Operations Group)
- Brasil: BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro), GATE (Grupo de Operações Táticas Especiais de São Paulo), GOE (Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil), BOE (Batalhão de Operações Especiais do Rio Grande do Sul), Brigada de Infantaria Pára-quedista, Fuzileiros Navais, Batalhões de Policia de Choque (ROTA, ROCAM, COE, GTM, GEPE, RONaC...), GATE (Grupo de Ações Taticas Especiais), BINFAE (Batalhão de Infantaria Especial da FAB), GEPA (Grupo Especial de Policia da Aeronáutica), Para-SAR, GRUMEC (Grupo de Megulhadores de Combate), 1º Batalhão das Forças Especiais do Exercito, COT (Comando de Operações Táticas da Polícia Federal)
- China: SWCU (Snow Wolf Commando Unit)
- Espanha: GEO (Grupo Especial de Operaciones)
- Estados Unidos: "Boinas Verdes" (United States Army Special Forces), Delta Force (US Army 1st Special Forces Operational Detachment), Navy Seals, Paramilitares da CIA, USMC (United States Marine Corps), SWAT (Special Weapons and Tatics), USSOCOM (United States Special Operations Command)
- Finlândia: Karhuryhmä
- França: GIGN (Groupe d'Intervention de la Gendarmerie Nationale), Le Raid
- Israel: "Tropa Albina", Shayetet 13, Sayeret Matkal, YAMAM (Yehidat Mishtara Meyuhedet)
- Itália: COMSUBIN (Comando Raggruppamento Subacquei ed Incursori Teseo Tesei), "Tropas Alpinas" (4th Alpini Regiment), Col Moschin (9th Parachutist Assault Regiment)
- Japão: SDU (Special Duties Unit - Hong Kong)
- México: GOPES (Grupo de Operaciones Especiales)
- Portugal: Tropas Comandos, CIOE (Centro de Tropas de Operações Especiais), CTATFuzileiros Navais (Comando de Tropas Aerotransportadas - Tropas Paraquedistas),
- Reino Unido: Commando, SAS, LRDG (Long Range Desert Group), Royal Marines, "Unidade gurca", CO19 (Specialist Firearms Command)
- Rússia: SPETSNAZ (Voisca Spetsialnovo Naznatchenia), Infantaria Naval, OMON (Otryad Militsii Osobogo Naznacheniya)
- Suécia: "Rangers do Àrtico", "Rangers Costeiros"
Tropa de Elite é um filme brasileiro de 2007, dirigido por José Padilha, que tem como tema o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Foi objeto de grande repercussão antes mesmo de seu lançamento, por ter sido o primeiro filme brasileiro a, meses antes de chegar aos cinemas, vazar para o mercado pirata e a internet.[1]. Um dos protagonistas do filme, o ator Caio Junqueira, chegou a declarar que, por mais que achasse a pirataria algo negativo, sabia que havia sido "por causa dela que o trabalho atingiu o público da televisão".[2]. Uma pesquisa feita pelo Ibope chegou a estimar que mais de 11 milhões de brasileiros teriam visto o filme de forma ilegal [3] - isso, entretanto, não impediu o filme de ter sido bem-sucedido nas bilheterias, tendo estreado em primeiro lugar[4][5] e obtido uma das maiores médias por sala no ano, com mais de 1000 espectadores por sala na primeira semana, mesmo com um lançamento restrito aos estados de Rio de Janeiro e São Paulo [5]
Ao criticar duramente os usuários de substâncias ilícitas, atribuindo-lhes culpa pela expansão do tráfico de drogas e da violência[6], o filme gerou grande debate na mídia brasileira. As práticas de tortura por parte dos policias também foram abordadas, gerando questionamentos acerca do fato dos personagens estarem sendo considerados heróis por suas atitudes frente os bandidos[6].
Enredo
Capitão Nascimento é o comandante de um esquadrão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), a tropa de elite da polícia do Rio de Janeiro. Ele quer deixar o posto, pois está prestes a ser pai e tem ataques freqüentes de síndrome do pânico, mas precisa antes encontrar um substituto à altura. Aos poucos, começa a enxergar como candidatos os aspirantes Neto e Matias, amigos de infância que dividem a mesma indignação com toda a corrupção que vêem na polícia convencional.
- Wagner Moura interpreta o capitão Roberto Nascimento
- Caio Junqueira interpreta o aspirante Neto Gouveia: Um jovem idealista e impulsivo, que decidiu ingressar na PMERJ, mas desiludiu-se com a corporação após testemunhar o descaso e a corrupção promovidos por seus colegas. Ao tentar desbaratar uma rede de corrupção da polícia, Neto travou contato com o Capitão Roberto Nascimento e decidiu ingressar no BOPE. Levou consigo seu melhor amigo, o Aspirante André Matias (interpretado por André Ramiro).
- André Ramiro interpreta o aspirante André Matias: Negro e de origem humilde, conseguiu a duras custas ingressar no curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Matias demonstra ser um aluno aplicado, mas não concorda com tudo o que seus professores e colegas lhe dizem, especialmente quando as aulas vão de encontro à sua vocação como policial.
- Maria Ribeiro interpreta Rosane: Esposa do Capitão Nascimento, tem constantes discussões com ele sobre seu envolvimento com a tropa - e a promessa de abandoná-la.
- Fernanda Machado interpreta Maria: Maria dedica-se verdadeiramente à ONG na qual é voluntária, esforçando-se para ajudar os meninos carentes que moram no morro comandado por Baiano - traficante que ela acaba tendo que obedecer, julgando que isso a permitiria continuar com suas ações sociais. Mas seu envolvimento com um policial - André - muda toda a situação.
- Fernanda de Freitas interpreta Roberta Alunde: Estudante de Direito, participa da ONG não por motivos altruístas, mas pela diversão que tem acesso no morro, dado o fácil acesso à drogas.
- Paulo Vilela interpreta Edu: Grande exemplo da hipocrisia criticada pelo filme, Edu é jovem e bem-nascido. Critica a repressão policial - mas torna-se um traficante menor, revendendo na faculdade as drogas que compra no morro aonde situa-se a ONG na qual trabalha como voluntário.
- Milhem Cortaz interpreta o Capitão Fábio: Envolvido com cafetões e prostitutas, vê seus esquemas corruptos serem tomadas por outro capitão logo no início da trama. Posteriormente, candidata-se junto de Neto e André ao BOPE, sendo rejeitado.
- Marcelo Valle interpreta o Capitão Oliveira: Um recém-chegado à PM, torna-se o "queridinho do comandante" devido suas atitudes corruptas. Acaba tomando todos os "esquemas" do capitão Fábio.
- Fábio Lago interpreta Baiano: Traficante do morro aonde está sediada a ONG na qual trabalha Maria. Aceita a ONG pois a mesma se submete à sua "autoridade", mas é extremamente violento com seus opositores e até com seus próprios associados.
O cineasta José Padilha, após o sucesso de seu premiado Ônibus 174, pretendia filmar um outro documentário, baseado no best-seller Elite da Tropa, livro do antropólogo Luiz Eduardo SoaresTropa de Elite, uma obra de ficção inspirada no livro.[7][8] Da equipe de produção que Padilha arregimentou, se destaca o montador Daniel Rezende, indicado ao Oscar por Cidade de Deus, bem como Bráulio Mantovani, roteirista também de Cidade de Deus, que aqui trabalhou com o ex-capitão Rodrigo Pimentel, além do próprio diretor. e dos oficiais do BOPE André Batista e Rodrigo Pimental que conta histórias reais do dia-a-dia da corporação. No entanto, ao perceber que seria impossível encontrar policiais que aceitassem dar depoimentos sinceros sobre os fatos descritos no livro, desistiu do caráter documental, e assim nasceu
Durante a pré-produção, para ambientar-se com a personagem, o ator Wagner Moura fez curso com ex-oficiais do BOPE e chegou a quebrar o nariz de um de seus instrutores.[9]
As filmagens do longa foram iniciadas em setembro de 2006 e terminadas no mês de dezembro de 2006.[10] Já no início de 2007 começaram a editar o material. Durantes as filmagens, a equipe foi alvo de um roubo. Os ladrões abordaram uma van que transportava um carregamento de armas cenográficas e as levaram.[7]
Propagação
O filme foi alvo de pirataria meses antes de sua estréia, sendo vendido em cópias ilegais por camelôs de todo o país, inclusive na Amazônia[11], e distribuído livremente pela internet, em sites como YouTube. Ironicamente, grande parte da divulgação do filme se deve às notícias sobre a investigação do responsável pelo seu vazamento.
Os responsavéis pelo vazamento acabaram sendo encontrados. Três funcionários da produtora de legendas Drei Marc, que fazia a inserção de legendas em inglês para exibição nos Estados Unidos haviam iniciado a distribuição ilegal[12] - que começara a pedido de um dos atores do filme, Alexandre Mofatti, interprete do Capitão Carvalho, que obteve para si uma das cópias originais [13]. Isso encerraria as acusações de que as cópias haviam vazado "propositalmente", por iniciativa dos produtores do filme, como forma de divulgar o filme[13].
Segundo o diretor do filme, José Padilha, a cópia do filme que vazou não pode ser considerada verdadeira, pois não foi inteiramente editada.[14]
Muitos camelôs do Rio de Janeiro já vendem os filmes Tropa de Elite 2, Tropa de Elite 3 e Tropa de Elite 4, que segundo eles, seriam as continuações do filme. A verdade não é bem assim[15]:
- A "versão 2" por eles comercializada é o documentário Notícias de uma Guerra Particular, do cineasta João Moreira Salles;
- A "versão 3" é apenas uma colagem de vídeos de operações policiais em favelas, principalmente em Niterói;
- A "versão 4" é o filme Quase Dois Irmãos, de Lúcia Murat, com Caco Ciocler no elenco.
Lançamento nos cinemas
A primeira sessão do filme foi exibida num cinema em Jundiaí no dia 14 de setembro de 2007. Esta exibição perdurou por duas semanas, com o intuito de qualificar o filme para disputar o Oscar 2008[16].
O filme foi lançado oficialmente no dia 12 de outubro de 2007 no Brasil, com estréia antecipada para o dia 5 de outubro em 171 sala das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo[17] e obteve a melhor abertura de um filme oficial no ano de 2007, mesmo em circuito limitado[5][18][19]. Mesmo estreando em circuito limitado, ficou em segundo lugar na bilheteria do país naquela semana, perdendo apenas para Resident Evil 3[20]. Na semana seguinte, o filme estreou no restante do país, atraindo um público 120% maior, totalizando cerca de 410 mil pessoas e obtendo o primeiro lugar no total da bilheteria [4], superando filmes como Stardust, estrelado por Robert DeNiro e Michelle Pfeiffer.
Exibição na televisão
Apesar de ter sido noticiado como sendo a Record a ganhadora do direito de exibição do filme[21], na televisão, essa questão ainda não está definida [22]. Estão na disputa a Rede Globo, a Rede Record, o SBT, a RedeTV e a HBO.
Apesar de o SBT oferecer R$ 5 milhões e a oferta da Rede Record ser da ordem de R$ 15 milhões, os produtores do filme parecem mais entusiasmados com a proposta da emissora de Silvio Santos. Isso se deve à data em que a Record pretende exibir o filme - 21 de dezembro - com vistas a combater o especial Roberto Carlos pela Rede Globo. O SBT prevê a exibição em 2008, o que possibilitaria uma melhor venda no mercado de DVDs, apesar da presença maciça de piratas no mercado.
Existe ainda a proposta da criação de um seriado derivado do filme, por parte da Globo e da Record, hipótese não confirmada por nenhuma das duas emissoras
Repercussão
O filme tornou-se notório por diversos pontos. Desde seu lançamento antecipado - que acendeu uma discussão sobre as cópias ilegais de filmes - até o impacto cultural e a inserção de frases do filme no cotidiano brasileiro.
A crítica de cinema Isabela Boscov escreveu à Revista Veja que o filme destaca-se não apenas por suas cenas chocantes, mas por romper com "a tradição nacional de narrar uma história pelo ponto de vista do bandido" e com a "visão pia e romantizada do criminoso"[23].
O Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura, chegou a ser citado pela mídia como um "herói nacional" - questionamento que chegou a estampar a edição da revista CartaCapital que tratava do filme. O Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, declarou que o filme representava de forma apropriada um capitão do BOPE e que Nascimento poderia sim, ser considerado um herói - não pela violência, que "só ocorre na ficção", segundo o secretário, mas por enfrentar "picos de tensão" mas se manter como uma "pessoa muito disciplinada e bem preparada"[24]
O ator André Ramiro, intérprete do personagem André Matias, não o considera um herói, e chegou a declarar que "Polícia era uma coisa que eu abominava. Continuo com a mesma opinião, mas agora conheço as pessoas". [1]
Recepção crítica
O jornal O Globo defende o diretor: "Acreditar que José Padilha apóia as práticas do BOPE por ter feito Tropa de elite faz tanto sentido quanto acusar Francis Ford Coppola de ligações com a Máfia por ter dirigido O poderoso chefão".
Plínio Fraga, da Folha de São Paulo, criticou o filme negativamente devido ao fato de se parecer muito com uma produção de Hollywood[25]. O diretor do filme respondeu dizendo que, no Brasil, há uma cultura de desvalorização de um filme bem filmado: "Se filmou bem, é hollywoodiano"[26].
Popularidade
Trailer Não Oficial do Filme:
Por causa da controvérsia, Tropa de Elite se tornou um dos filmes brasileiros mais comentados da história. Segundo a Datafolha, 77% dos moradores de São Paulo já conheciam o filme. A opinião pública também achou o filme bom, com 80% dos entrevistados avaliando o filme como excelente ou bom.[18].

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